Reflexão – Corpo de Cristo: Unidade e Interdependência

Reflexão – Corpo de Cristo: Unidade e Interdependência

Corpo de Cristo: Unidade e Interdependência

Em I Co. 12:12-31 a Bíblia traz uma comparação da unidade provocada pelo Espírito tal qual um funcionamento de um corpo, o qual está atribuído à Cristo. Assim Cristo se torna presente através da igreja! Que assim seja! Entretanto, é importante entendermos quais são as implicações de vivermos nesta condição, aliás o único modo de vida possível é de estar ligado à Cristo e consequentemente ao corpo.Em primeiro lugar destacamos que: A UNIDADE DO CORPO É COMPOSTA PELA DIVERSIDADE E NÃO PELA IGUALDADE.

No versículo 14 refere que “o corpo não é feito de um só membro, mas de muitos”. Portanto, se houvesse somente um tipo de membro não seria um corpo, mas um ajuntamento de órgãos/membros. É muito comum os líderes quererem transformar toda a comunidade em pessoas iguais. Confunde-se o discipulado com a imitação superficial, comportamental. Entretanto a igreja só vai viver a plenitude do corpo, quando permitir que os diferentes possam conviver e cooperar justamente com a diferença. Não é celebrando a igualdade mas a diferença que seremos um! Não é ferindo, perseguindo a diferença, mas, sobretudo, celebrando a diferença, que é o único modo de sermos um.Em segundo lugar destacamos que: NENHUM MEMBRO FUNCIONA OU EXISTE SEM ESTAR INTERLIGADO AO CORPO. Tem crescido o número de pessoas que se dizem cristãos, mas se denominam sem igreja, com a falsa ilusão de que podem pastorear a si mesmos. Embora Cristo esteja disponível a todo o que clamar, é importante entender que o Espírito Santo se manifesta no corpo! Na unidade do Corpo! Tal qual uma mão quando não está ligada ao corpo, não tem serventia nenhuma e se encontra numa condição de putrefação, também qualquer pessoa que queira viver fora do corpo, entra em processo de apodrecimento, pois não há vida nele. É assustador a quantidade dos chamados evangelistas, pregadores, pessoas que dão testemunho todos os finais de semana em diversas igrejas, que desenvolvem um ministério itinerante, mas que estão vivendo um evangelho autônomo, sem ligação com nenhuma igreja. É assustador a quantidade de gente que se acha cristão por ter um linguajar cristianizado e por estar acostumado com o culto, mas que não querem compromisso com nenhuma igreja. Não querem estar ligadas ao corpo! São guiados pelas suas próprias ideias e emoções e atribuem tal fato ao Espírito Santo. Não têm ideia do que é a Bíblia, não conhecem as escrituras e se autodenominam cristãos e ainda querem sair ensinando outras pessoas. É um fato de lamento! Um absurdo!Em terceiro lugar destacamos que: TODO MEMBRO AFETA E É AFETADO PELOS DEMAIS MEMBROS – podemos nos colocar numa postura colaborativa ou nos tornar um peso para o corpo. Num corpo quando uma parte não funciona de forma correta, geralmente ela sobrecarrega o seu par ou prejudica algum outro setor. Por exemplo, se um dos olhos estiver com menor potencial de enxergar, o outro olho ficará sobrecarregado. Se uma perna estiver machucada, a outra fará maior esforço para manter o corpo em movimento. Estar ligado ao corpo nos remete a uma função dentro dele. Se deixarmos de fazer nossa função, alguém estará sendo sobrecarregado. É muito comum vermos na igreja pessoas sobrecarregadas enquanto outras estão inertes, dispersas. Tais pessoas que não se atentam para desenvolver suas funções tornam-se um peso para o corpo e não uma benção.
Logicamente apesar de no corpo estar contemplado a diversidade, tem situações que são tão divergentes com o corpo, que geralmente devem ser expelidas, tal qual um câncer que apesar de provocar crescimento está matando o corpo e não o levando a um crescimento sadio. Aceitar a diversidade não é aceitar qualquer tipo de situação! Vivemos o culto ao privado. O direito privado se sobrepõe ao direito coletivo, o diferente se sobrepõe a normalidade, contesta-se se existe normalidade. As pessoas têm direito de usar drogas, se vestir como quiserem, se comportar como quiserem e concordo com isso. Somos donos das nossas escolhas! Contudo se este for o maior valor e não nos perguntarmos que pelo fato de sermos seres sociais as nossas escolhas afetam quem está ao nosso redor, do que vale nossa liberdade e egocentrismo? Todavia quando passamos ser cristãos,  deixamos  de  ser  donos dede nós mesmo, mas sim de Cristo. O que meu irmão faz me interessa porque me afeta e o que eu faço o interessa porque o afeta.

Por fim, é importante entender que “O MEMBRO SÓ É IMPORTANTE NA MEDIDA EM QUE FUNCIONA PARA O CORPO – funciona servindo os demais membros”. Todo membro/órgão só é importante na medida em que serve o corpo. Pra que serviria um olho ver se não fosse pra nortear e guiar o corpo? Pra que serviria um pulmão receber o oxigênio e enviar o gás carbônico se não for para propiciar a oxigenação para todo o corpo. Ou pior dependendo da incapacidade de produzir para o corpo, um membro pode até ser descartado por sua não funcionalidade. Por exemplo, se o rim ou pulmão não funciona, torna-se dispensável. Só somos importantes na medida em que nossa vida transcende a nós mesmos. Na medida em que vivemos para servir os irmãos, para ajudar ao próximo, para fazer a prática do amor ser evidenciada pelo sacrifício. Não quero enfatizar o descarte, mas sim o serviço ao próximo! O amor ao próximo!

Que o Amor de Deus Inunde Nossos Corações!


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